quarta-feira, 9 de junho de 2010



Houve um grande homem que passou pela terra pregando o amor ao proximo, o carinho e a gentileza mútua. Seu nome era José da Trino, chamado de Profeta Gentileza (1917-1996). Por mais de vinte anos circulava pela cidade com sua bata branca cheia de apliques e com seu estandarte, pregava nas praças e colocava-se nas barcas entre Rio e Niterói anunciando sem cansar:”Gentileza gera Gentileza”. Só com Gentileza, dizia, superamos a violência que se deriva do “capeta-capital”. Inscreveu seus ensinamentos ligados à gentileza em 55 pilastras do viaduto do Caju, à entrada da cidade, recuperados sob a orientação do Prof. Leonardo Guelman que lhe dedicou um rigoroso trabalho acadêmico, acompanhado de video e um belíssimo um CD-ROM com o título Universo Gentileza: a gênese de um mito contemporâneo. 


Gentileza
por Marisa monte

Apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
a palavra no muro ficou coberta de tinta

apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
só ficou no muro tristeza e tinta fresca

nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ler as letras e as palavras de gentileza
por isso eu pergunto a você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria

o mundo é uma escola
a vida é um circo
amor palavra que liberta
já dizia um profeta

apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
só ficou no muro tristeza e tinta fresca

por isso eu pergunto a você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria
o mundo é uma escola
a vida é um circo
amor palavra que liberta
já dizia um profeta

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